Nem toda lesão meniscal vista na ressonância precisa de artroscopia. O que diferencia os casos.
Por Dr. Guilherme Alvim · CRM-RJ 907464 · RQE 46089 · Publicado em 07/07/2026

Os meniscos são duas estruturas de fibrocartilagem que funcionam como amortecedores entre o fêmur e a tíbia. Eles distribuem carga, dão estabilidade e protegem a cartilagem. Por isso, preservá-los é uma prioridade.
A lesão traumática acontece em um evento claro — uma torção com o joelho fletido — e é mais comum em pessoas jovens e ativas. A lesão degenerativa se instala com o tempo, faz parte do envelhecimento articular e frequentemente aparece na ressonância de pacientes sem qualquer sintoma.
Quando a lesão está em uma região com boa irrigação sanguínea e tem padrão favorável, a sutura meniscal permite que o tecido cicatrize. A retirada de tecido meniscal é reservada para fragmentos instáveis sem potencial de reparo — porque cada porção removida aumenta a carga sobre a cartilagem no longo prazo.
Em lesões degenerativas estáveis, sem bloqueio, os estudos mostram resultados equivalentes entre fisioterapia bem conduzida e cirurgia. Nesses casos, começar pelo tratamento conservador é a conduta mais sensata.
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